aquelas que rumam ao oco
atrás das moitas
as mais afoitas
são o
mundo
dançando
a valsa iluminada do potlatch
toda poeira é um pedaço de bicho
um pedaço de guerra
um pedaço de núvem
que se contorce em máquina
que se entorta e entrecorta
a tessitura dos dias
são restos de sonhos
e descontroles
quando amanhece sono
quando entardece a rua
quando anoitece acendo
meus olhos têm a cor do fogo
como brilhantes de pólvora
meu corpo é feito de canários
e do sorriso de Isabel