no meio das pernas
está a chave mestra de todo o alardeio
atenção, prédios altos!
de seus joelhos e calcinhas escorre o verbo que
verdeja nas praças
nos trilhos de trem
nos galpões abandonados
e sobretudo faz verde sob travesseiros e jornais
vê bem, janela!
as putas, os poetas, as bichinhas adolescentes
santos praticantes do religamento
pela pálpebra
pelas raízes dos cabelos pelo zelo pelos vírus pelos vãos
pelo rabo
coube a eles o papel sacerdotal de contadores da divida inicial
vê só, homens,
o paraíso retocado
pela boca carregada
de latim chulo
de línguas no muro
de gazelas e flechas e cifras e fogo
dentes carregados de final
pois o apocalipse, herdeiros do pedestal,
o apocalipse é só uma bandeja de barro cozido
com suas cabeças e bolsos e bundas
entre maçãs podres e asfalto quente
o apocalipse, corpos gordos,
é preparado a golpes de navalha e balas perdidas
é o divino banquete de bucetas e escalpos e rolas
a devorância inerente
de putas, poetas e bichinhas adolescentes
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
A boca, a brecha e a besta
atenção
às constelações queimando
e minha boca que só computa o vão
entre seus sorrisos e afastamentos
guardo parcelas do necessário
entre-dentes
enquanto o tempo não congela
e não nos tornamos uma fotografia
inamarelável
sigo instável entre supernovas
e gentes explodindo
e corpos interditados
e olhos que sucumbem ao peso de ver
pra trás
dedos e performances
o colapso improvisado
para espectador nenhum
a busca irracional
pelo rastro
do momento primeiro
onde não reinavam astros
mas bestas
às constelações queimando
e minha boca que só computa o vão
entre seus sorrisos e afastamentos
guardo parcelas do necessário
entre-dentes
enquanto o tempo não congela
e não nos tornamos uma fotografia
inamarelável
sigo instável entre supernovas
e gentes explodindo
e corpos interditados
e olhos que sucumbem ao peso de ver
pra trás
dedos e performances
o colapso improvisado
para espectador nenhum
a busca irracional
pelo rastro
do momento primeiro
onde não reinavam astros
mas bestas
La voz
oye
son dos estrellas
quemando polvora y
huellas de casualidad
oye
lo que rompe
lo que mescla y
lo que falla
oye
la voz que entierro
entre algodón
y hierro
oye
la voz que encerro
la sala oscura
las palabras duras y
oye
la voz que mueve
leve y rara
mientras el tiempo
para
son dos estrellas
quemando polvora y
huellas de casualidad
oye
lo que rompe
lo que mescla y
lo que falla
oye
la voz que entierro
entre algodón
y hierro
oye
la voz que encerro
la sala oscura
las palabras duras y
oye
la voz que mueve
leve y rara
mientras el tiempo
para
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
O leão castellano
de todas las cosas que pulsan
mirá, león
y abrí la boca el más que puedas
pues que todas las que cosas que si arrastran
león
las que cosas que tardan
las que cosas que priman
las cosas que manchan, léon
son circos que llaman por diamantes
y almohadillas entre las uñas
afilá, pues, los dientes
apurá, pues, la lengua
rasgá la boca el mas que puedas
es que las cosas que pulsan, león
guardás, imbecil,
salvaje estibador,
en tus ojeras y remolinos
en haciendas de hongos
y levadura
mirá, león
y abrí la boca el más que puedas
pues que todas las que cosas que si arrastran
león
las que cosas que tardan
las que cosas que priman
las cosas que manchan, léon
son circos que llaman por diamantes
y almohadillas entre las uñas
afilá, pues, los dientes
apurá, pues, la lengua
rasgá la boca el mas que puedas
es que las cosas que pulsan, león
guardás, imbecil,
salvaje estibador,
en tus ojeras y remolinos
en haciendas de hongos
y levadura
Assinar:
Comentários (Atom)