caibo no que me percebo
não só nos ossos
e arcada dentária
mas nessa supercategoria identitária
que se veste por capricho
e saudades de
nomes
doenças
navios enferrujados
e além
me percebe
quem me
transcende
e i s
:
s u p e r p o t ê n c i a
de desejo e movimento
e luz
de onde venho
e desapareço
como desaparecem as lagartixas
por entre as telhas e fendas da parede
por entre os desvios da casa
e do sono
como se a cada vão descoberto
chegasse
cada vez mais
perto
perto
certo
certo de que sou
desperto quando e somente quando
o amor
desperta
sábado, 30 de novembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
sábado, 23 de novembro de 2013
sta minguante
mais marca a terra
o peso do gafanhoto
que um tanque de guerra
o peso do gafanhoto
que um tanque de guerra
dos caminhos zen: a lavra. fazer da materialidade da língua (lamber o que dela é água - maciça ou míngua) o tao, o dô, a estrada do lume, o estrume, perfume bash-barr-tolst-bud-franciscano. andar sem beira e verborrar no chão do chão palavra - ser do meio ceia. dos caminhos zen: a lavra.
51º bashô brasileiro
Furu ike ya
Kawasu tobikomu
Mizu no oto
Bashô
O mestre buscou do santo a (con)sisudez. Paulo, discípulo contemporâneo (em carne) nosso e (em brilho) de Bashô, manteve o simples enquanto matéria fundamental. Prevalece aí a imagem prenhe de significados:
Velha lagoa
O sapo salta
o som da água
Leminski
Mas falta. Algo falta. Algos. Uma multiplicidade mais declarada falta. Como trazer as infinitudes simbólicas do extremo oriente, terra de filósofos-terra e arte-zen-ato, para a dura retitude ocidental? Nem deus podemos mais de um. E lá tudo é a junção de três em mais. Lá um é muitos.
o velho é também dureza, cristal do tempo, quebranto estático.
o lago é poça e forma.
a rã: um inseto barulhento.
o voar é, não só o ato, mas o trespassar-se em coisas, o penetrar, enfiar-se no.
ruido: o impedimento de palavra e boca.
por mestre o segundo, mas buscando no redor o que o primeiro olhou-ouviu-iluminou, tento :
velhadura de lago
uma râ transvôa
boca d'água, chiado
Galva
O duro do já-dado é atravessado pelo acaso. Por um momento abriu-se a boca do mundo. Chiou-se o tempo. Chiamos todos.
Kawasu tobikomu
Mizu no oto
Bashô
O mestre buscou do santo a (con)sisudez. Paulo, discípulo contemporâneo (em carne) nosso e (em brilho) de Bashô, manteve o simples enquanto matéria fundamental. Prevalece aí a imagem prenhe de significados:
Velha lagoa
O sapo salta
o som da água
Leminski
Mas falta. Algo falta. Algos. Uma multiplicidade mais declarada falta. Como trazer as infinitudes simbólicas do extremo oriente, terra de filósofos-terra e arte-zen-ato, para a dura retitude ocidental? Nem deus podemos mais de um. E lá tudo é a junção de três em mais. Lá um é muitos.
o velho é também dureza, cristal do tempo, quebranto estático.
o lago é poça e forma.
a rã: um inseto barulhento.
o voar é, não só o ato, mas o trespassar-se em coisas, o penetrar, enfiar-se no.
ruido: o impedimento de palavra e boca.
por mestre o segundo, mas buscando no redor o que o primeiro olhou-ouviu-iluminou, tento :
velhadura de lago
uma râ transvôa
boca d'água, chiado
Galva
O duro do já-dado é atravessado pelo acaso. Por um momento abriu-se a boca do mundo. Chiou-se o tempo. Chiamos todos.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
janeiro
janeiro, 2014, margens convulsas da roma carioca:
faz-se extremamente necessário usar o sol
de camisa
de forceps
como uma veste que protege do frio
de dentro
feito um bombardeio em um bairro isolado
na coreia, no zimbábue, no japão,
na nação bantu, no complexo do alemão
no último canto das casas das mães
de todas as canções
destroçadas pela força bruta
da ignorância da ignominia
do mal do mal do maligno do mal signo
como uma chuva de napalm
na altura do peito
por entre as costelas e os ligamentos
de gordura e gelatina
por entre os espaços
e por entre o vazio dos espaços
é preciso ter por facho
um calor de bicho
e água
é preciso a mágoa cheirar a carne curtida
e ter por fim por muito por lida
brutalmente inaugurado
o verão
faz-se extremamente necessário usar o sol
de camisa
de forceps
como uma veste que protege do frio
de dentro
feito um bombardeio em um bairro isolado
na coreia, no zimbábue, no japão,
na nação bantu, no complexo do alemão
no último canto das casas das mães
de todas as canções
destroçadas pela força bruta
da ignorância da ignominia
do mal do mal do maligno do mal signo
como uma chuva de napalm
na altura do peito
por entre as costelas e os ligamentos
de gordura e gelatina
por entre os espaços
e por entre o vazio dos espaços
é preciso ter por facho
um calor de bicho
e água
é preciso a mágoa cheirar a carne curtida
e ter por fim por muito por lida
brutalmente inaugurado
o verão
ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser ser
SER
TÃO
até queimar
terça-feira, 5 de novembro de 2013
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