janeiro, 2014, margens convulsas da roma carioca:
faz-se extremamente necessário usar o sol
de camisa
de forceps
como uma veste que protege do frio
de dentro
feito um bombardeio em um bairro isolado
na coreia, no zimbábue, no japão,
na nação bantu, no complexo do alemão
no último canto das casas das mães
de todas as canções
destroçadas pela força bruta
da ignorância da ignominia
do mal do mal do maligno do mal signo
como uma chuva de napalm
na altura do peito
por entre as costelas e os ligamentos
de gordura e gelatina
por entre os espaços
e por entre o vazio dos espaços
é preciso ter por facho
um calor de bicho
e água
é preciso a mágoa cheirar a carne curtida
e ter por fim por muito por lida
brutalmente inaugurado
o verão
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