arma o trem de pouso
recarrega
as fendas de fendas e fere
todo azul em sua condição
de ave
ave ave-rei
sempre te adorarei
adorna os céus de asas pretas
pousa o trem
dez mil carretas de rejeito
de poemas de canções
de fonemas de varões
de virgens de cafetões
do nosso amor eterno
e tudo o mais que finda
o bico rebatiza o som
que re-retumbará
a boca reboca e bica
vazio concreto
todo movimento
e o urubu mastiga
a minha, tua barriga
e o urubu mastiga
a mim, a tu
e o urubu
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