quinta-feira, 11 de outubro de 2012

na tua barriga eu mergulhava é pra sempre (ou loirinha)

chove aqui e parece o mundo
enxurrado de fora do chão
restolhos do dia reclamam
amontoados de poeira
como os novelos de histórias
guardados no umbigo de loirinha
tinha causo de amarelinha
soneto de cambalhota
novelas de calcinha
haikais cordel de olho esticado esfrega-esfrega
uma fábula de beijo roubado
cantiga de corredeira
repente de pássaro e pouso
"dorme ni mim que eu sonho gostoso"
e loirinha ria
ria o seu umbiguinho cheinho de palavras
gostava de trocar-trocar
com meus bordados de silêncio
e loirinha ria
que história precisa de pausa
e loirinha ria
que eu mudo fazia sentido

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