que esse badulaque
quara a pele e não pode
é ciência recente
crescida dos cordames de amarrar carne
e referências bibliográficas
mas ando já
sabendo sem muita crença,
mas sabendo, enfim,
que não me alcança
a dança dos dados
nem razeia
nem suspende
mas atravessa e
guarda dois dedos de prosa
brotados do último giro
entre um palácio que murcha
e um mofo que cresce
me diz assim:
que chato ocê, descascador de batatas
que horas planta nisso que
é terreno mais sem minhoca!
ai boca sem corte nem fenda
nem fundo
cadê faca de escorrer silêncio?
dói muito a pintura de cal?
quem foi o malvado que comeu seus olhos?
que houve de manhã tão pouca?
cadê aquela enxurrada toda?
e suas frotas de casca e vento?
que é que há de ocê sem asas,
nem coices
nem espirais espadas escadas?
que sonho mastiga esses calos
inúteis
inúteis
inúteis,
descascador de batatas?
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